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domingo, 17 de abril de 2011

ERRATA






Todo o nosso descontentamento por aquilo que nos falta,

Procede da nossa falta de gratidão por aquilo que temos.

Daniel Defoe





Ontem, numa conversa telefónica com uma amiga (que imperdoávelmente me esqueci de mencionar no post anterior), me fez ver que o importante não é os amigos e familia que me abandonaram, mas sim os que me apoiaram.

Digamos que ainda sofro de sindrome pós-trauma por tudo o que aconteceu no verão passado, mas este blogue serve de terapia porque tenho seguidores e amigos que se apressam a me fazer ver o que está escondido na alma.

Dulce eu adoro-te, obrigado por ainda seres minha amiga.



sábado, 16 de abril de 2011

EMOÇÕES REPRIMIDAS


Serra da Marofa - Foto de Maria Clara




Quando era mais nova, tinha o cuidado de não me esquecer do aniversário de ninguém e presenteava sempre com um miminho especial.
A minha mãe achava injusto eu me lembrar de todos e poucos se lembrarem de mim ... ao avisar-me eu respondia sempre que nunca dava com intenção de receber.
Mas ... à medida que o tempo passava também me questionava o porquê de valorizar "não precisa de ser prendas, uma palavra amiga vale mais que ouro", quando as pessoas me tinham como garantida e não se esforçavam em me valorizar.
Um ano fiz uma experiência: esqueci-me intencionalmente de "10" amigos que nunca se lembravam de mim. Resultado: "5" começaram a valorizar-me e os outros "5" deixaram de me falar por não me ter lembrado deles.


Como alguns sabem no mês de Julho e Agosto do ano passado o meu marido ficou gravemente doente.
Nesses momentos tão difíceis pude contar com os meus amigos e família. O que eu não sabia é que a família e os amigos eram muito menos do que imaginava.

AMIGOS

A minha Té, grávida de quase 9 meses ignorava o meu pedido para não ir ao hospital "por causa da bébé" e esteve lá desde o primeiro dia nas urgências.

O marido dela, trabalha a semana toda longe, todas as sextas-feiras, antes de chegar a casa para estar com a mulher grávida, passava pelo hospital levando sempre uma revista "que o meu marido não conseguia ler por estar tão doente", pequenos gestos que valem mais que toda a riqueza do mundo.

O Bruno que dispensava sempre 1 hora da sua vida ocupada para ir ver o amigo.

O John a recuperar de um acidente gravíssimo e ainda bem debilitado esforçava-se sempre para dar um abraço.

Os meus amigos blogueiros "que eu nem visito tanto", tinham sempre 2 minutos para dar uma força.

O meu amigo especial deste mundo virtual que por diversas razões não me apoiou tanto naquela altura mas foi adulto para o reconhecer e mo dizer, o que não destruiu o imenso carinho que sinto por ele .

A Mitá que no dia em que chegou de férias com 2 crianças exaustas pelo calor, não quis deixar de passar pelo hospital.

E a Sónia que abdicou do único dia de folga para o ver.

O Carlos com 2 filhos sempre doentes foi dos poucos que vasculhou o hospital á procura de informação e se preocupou tanto comigo.

A minha patroa fechava a loja para poder estar com ele, e a minha colega interrompeu as férias de família para me auxiliar.

A minha amiga Nélia que anda ocupada com a vida dela, teve sempre tempo para aparecer ou telefonar.

Ele tinha "grandes amigos" que trabalham no outro lado da estrada do hospital e nunca o foram ver, nem um telefonema sequer.

Familia?????

2 dos 3 irmão preocuparam-se genuinamente com ele. A Susy "recém-casada" não deixava a cama do irmão e até levava comida na esperança de lhe abrir o apetite.

Dos 15 tios só 1 viúva e sem transporte apareceu para visitar, os outros estão muito velhinhos e sem transporte para visitar o sobrinho mas sempre que há um almoço convívio eles arranjam por milagre saúde e transporte para aparecer.

Dos cerca de 35 primos, 2 telefonaram e 1 apareceu...

Da minha parte veio família da França "em férias" que abdicaram de vários dias de praia para o visitar, com um bebé a enfrentar um calor abrasador.

Tive primos e tios que me telefonavam todos os dias.

A minha mãe chorou e rezou muuuiiitttoooo por nós.

A minha irmã e sobrinha estiveram sempre presentes para nós os 3 " Sim, ele sofria mas eu e a nossa filha também sofremos imenso".

Surpreendentemente os conhecidos, aqueles que só dizemos olá e quase nem sabemos o nome, tiveram sempre uma palavra de conforto, tocavam sempre á campainha para saber novidades, eu quase que nem conseguia andar na rua porque estava constantemente a ser abordada por eles.

No meio destas lágrimas não me venham falar dos amigos que aparecem nas horas felizes ou quando são eles que precisam de nós.

Não me falem que a família são os que partilham do nosso sangue, sendo pais, filhos, irmãos ....

Não .... deixei de acreditar nisso, amigos e família são o nosso pilar de força e apoio que não desvanecem nas horas más.

Isto tudo porque eu me calo quando o meu marido quase chora porque a tia está muito doente, ou se cala e humilha porque os primos estão demasiados ocupados na vida "mesquinha" deles e não param nem para o receber quando ele está perto.

Eu me calo, não quero parecer demasiado rude, nem magoá-lo, mas tenho uma grande necessidade de gritar!!!!!



terça-feira, 12 de abril de 2011

PARA TI MAEZINHA


Tu, que me deste a vida



Tu, que me ensinaste a amar



Tu, que estás presente em todos os momentos


Tu, que me dás a força da amizade




Tu, por quem eu faço tudo para te fazer feliz




Tu, que te tornaste uma maravilhosa avó




Tu, que encaras a vida com coragem




Por isso e muito mais mãezinha

Hoje quero te homenagear

Porque é o teu aniversário

E eu te amo muito

E agradeço-te a minha vida

E por me tornares a pessoa que hoje sou.




segunda-feira, 4 de abril de 2011

Não aprendo!






Dentro do meu peito bate um coração tolo!

Bate, ama, transborda carinho

Aprecia quem não merece

No fim magoa e chora sozinho.

Coração tolo

Quando vais aprender?

Entregas-te todo

A quem só te faz sofrer.

No entanto não estou zangada

Com esta total desilusão

Estou triste. desapontada

Por favor, aprende coração!!!





domingo, 27 de março de 2011

MUDANÇA DA HORA TRAZEM RECORDAÇÕES





Esta noite a hora mudou, menos 1 hora na caminha a preguiçar :-( Ai! Ai!

Sempre que muda a hora lembro-me do meu avô, sim, eu tive a sorte de ter um avô que gosto muito.

O meu avô não era daqueles avós de hoje que "estragam" os netos de mimo. Não!

O meu avô era de tal maneira que ninguém se atrevia a levantar a voz ou a desrespeitar mas no entanto era nos pequenos gestos que notávamos o carinho que ele nutria por nós.

Muitas vezes ás escondidas dava dinheiro para um gelado ou então fazia-nos o "café do avô" que por muito que eu use os mesmos ingredientes, o sabor nunca mais foi igual...

Pois é, o meu avô viveu os últimos 4 anos comigo, e , sempre que mudava a hora, ele recusava-se teimosamente em mudar o seu relógio, levava cerca de 2 a 3 meses a se ajustar, era um desatino!


Pois é hoje tenho pensado muito no meu avô...



segunda-feira, 21 de março de 2011

MEU AMIGO SOFREDOR




Porque a amizade também é dar espaço,

Aqui estou eu olhando você á distância

Sentindo o seu sofrimento

Com os braços prontos para lhe abraçar.


Sabendo que quer ficar sozinho

Aqui estou eu em silêncio

Com o coração apertado

Ouvindo o seu grito mudo

Olhando as suas lágrimas secas

Amparando o seu sofrimento sem fim.


Por isso aqui estou eu, esperando você chamar por mim.





domingo, 6 de março de 2011

A FOGUEIRA DA AMIZADE





Um homem que precisa de dinheiro, pede ao seu patrão que o ajude. O patrão desafia-o: se ele passar uma noite inteira no cimo da montanha, receberá uma grande recompensa, mas, se não conseguir, terá de trabalhar de graça.
Ao sair da loja viu que soprava um vento gelado, ficou com medo e resolveu perguntar ao seu melhor amigo, Aydi, se aquela aposta seria uma loucura.
Depois de reflectir um pouco, Aydi respondeu: "Vou ajudar-te. Amanhã quando estiveres no alto daquela montanha, olha em frente. Eu estarei no alto da montanha vizinha, passarei a noite inteira com uma fogueira acesa para ti. Olha para o fogo, pensa na nossa amizade, e isso manter-te-á aquecido. Vais conseguir, e depois eu peço-te algo em troca.
Venceu então a prova, recebeu o dinheiro, e foi á casa do amigo: "Disseste-me que querias um pagamento."
Aydi respondeu: "Sim, mas não em dinheiro. Promete-me que, se em algum momento, o frio gelado passar pela minha vida, acenderás para mim o fogo da amizade."

in "O Aleph" de Paulo Coelho