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quarta-feira, 23 de junho de 2010

NÃO HAVERÁ MAIS AMANHÃS



Este livro foi-me oferecido pela minha patroa e confesso que me tirou o sono.

Schapelle Corby era uma jovem surfista quando resolveu viajar até ao Bali para passar o aniversário junto da sua irmã e claro aproveitar as excelentes praias e ondas como qualquer surfista de alma e coração.

Ao chegar ao aeroporto foi encontrada grandes quantidades de droga no seu saco de prancha de surf ao que ela jura não ter nada a ver com aquilo.

Não me cabe a mim acreditar ou duvidar da palavra dela, mas, só de pensar que pudesse ser uma injustiça...

Quem não foi acusado de algo que não fez? Eu já, e não me esqueço...

Bem, Schapelle foi condenada a 20 anos de prisão num país com regime ortodoxo "no mínimo" onde as leis regem-se por vontades mesquinhas de quem está no poder.

Isso por si só é horrível!! 20 anos sem liberdade, num país estrangeiro e em condições desumanas...

E a família? Meu Deus que sofrimento!

Honestamente nem sei quem sofre mais, escusado será dizer que as suas vidas ficaram paradas no tempo onde os esforços eram somente dirigidos para a ajuda dela.

Chapelle soube da morte do pai 2 anos após a sua detenção, nem imagino a dor que lhe vai no peito.

Agora falando na prisão, não, aquilo é mais um pardieiro de infecções, imundice e desumanidade, sem falar dos "distintos" guardas "homens e mulheres" que usam as prisioneiras como brinquedos sexuais...

E a diplomacia Australiana? Essa só existe para os ricos e famosos.

Não me interessa se Schapelle é ou não inocente, interessa-me sim que existem países onde as pessoas são tratados como lixo e todos viram a cara para o outro lado...

Sim amigos este livro tirou-me o sono, e são muitos os momentos que paro a pensar como estará Schapelle?



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A CABANA


Mais um lindo livro, que tive a oportunidade de ler. É sobre um pai cuja filha de 4 anos é brutalmente morta e violada, e no entanto este pai tem a oportunidade de se encontrar com Deus e falar da sua revolta, dor e mais tarde na cura da ferida que lateja no seu coração.

No entanto dou por mim a pensar ... se eu tivesse a oportunidade de conversar com Ele, o que lhe diria? Não lhe apontava o dedo nem criticava as coisas da vida, não me atreveria, mas ... é difícil saber que Ele tem tanto poder e no entanto permite acontecimentos terríveis.

Acredito na igreja de Deus e não dos homens, no entanto seria bastante excitável poder passar uma tarde conversando com Ele cara a cara.

Ah, e não resistiria no fim de mandar um beijo doce á Sta Terezinha que eu tanto adoro.

sábado, 7 de novembro de 2009

MANUAL DO GUERREIRO DA LUZ "EPILOGO"


"Na praia, a leste da aldeia, existe uma ilha, com um gigantesco templo, cheio de sinos", disse a mulher.
O menino reparou que ela vestia roupas estranhas, e tinha um véu que lhe cobria os cabelos. Nunca a vira antes.
"Já viste este templo?", perguntou ela. " Vai lá e conta-me o que achas dele".

Seduzido pela beleza da mulher, o menino foi até ao lugar indicado. Sentou-se na areia e olhou o horizonte, mas não viu nada além do que estava acostumado a ver : o céu azul e o oceano.

Decepcionado, caminhou até chegar a uma aldeia de pescadores vizinha, e perguntou se alguém sabia onde se situava uma ilha com um templo.
"Ah, isso foi há muito tempo atrás, no tempo em que os meus bisavós moravam aqui" disse um velho pescador. "Houve um terramoto, e a ilha afundou no mar. Entretanto embora já não possamos ver a ilha, ainda conseguimos escutar os sinos do seu templo, quando o mar os faz balançar lá no fundo".

O menino voltou para a praia, e tentou escutar os sinos. Passou a tarde inteira ali, mas só conseguiu ouvir o ruído das ondas e os gritos das gaivotas.
Quando a noite chegou os pais vieram buscá-lo. Na manhã seguinte, ele voltou á praia, não podia acreditar que uma bela mulher pudesse contar mentiras. Se algum dia ela voltasse, poderia dizer que não vira a ilha, mas escutava os sinos do templo, que o movimento da água fazia tocar.

Assim, se passaram muitos meses, a mulher não voltou, e o garoto esqueceu-a, agora estava convencido de que precisava descobrir as riquezas e tesouros do templo submerso. Se escutasse os sinos saberia a sua localização e poderia resgatar o tesouro ali escondido.

Já não se interessava pela escola, nem pelo seu grupo de amigos. Transformou-se no gracejo preferido das outras crianças, que costumavam dizer: "Ele já não é como nós. Prefere ficar ali a olhar o mar porque tem medo de perder nos jogos".
E todos riram vendo o menino sentado á beira da praia!

Embora não conseguisse escutar os velhos sinos do templo, o menino ía aprendendo coisas diferentes. Começou a perceber que de tanto ouvir o ruido das ondas, já não se deixava distrair por elas. Pouco tempo depois, acostumou-se também aos gritos das gaivotas, ao zumbido das abelhas, ao vento a bater nas folhas das palmeiras.
Seis meses depois da conversa com a mulher, o menino já era capaz de não se deixar distrair com qualquer barulho, mas também não conseguia escutar os sinos do templo afundado.
Outros pescadores vinham falar com ele e insistiam: "Nós ouvimos!", diziam, mas o garoto não conseguia.
Algum tempo depois os pescadores mudaram de conversa: "Estás muito preocupado com o barulho dos sinos lá em baixo, esquece isso e volta a brincar com os teus amigos. Talvez apenas os pescadores consigam escutá-los".

Depois de quase um ano o menino pensou: "Talvez estes homens tenham razão. É melhor crescer, tornar-me pescador e voltar todas as manhãs a esta praia porque passei a gostar dela" e pensou também: "Talvez isto tudo seja uma lenda e com o terramoto os sinos se tenham partido e nunca mais tornem a tocar".

Naquela tarde resolveu voltar para casa. Aproximou-se do oceano, para se despedir. Olhou mais uma vez a natureza e como já não estava preocupado com os sinos, pôde sorrir ao ouvir a beleza dos cantos das gaivotas, o barulho do mar, o vento a bater nas folhas das palmeiras.
Escutou, ao longe, a voz dos seus amigos a brincar, e sentiu-se alegre por saber que brevemente estaria de volta aos jogos de infância.

O menino estava contente, e da maneira que só uma criança sabe fazer, agradeceu por estar vivo. Tinha a certeza de que não perdera o seu tempo, pois aprendera a contemplar e reverenciar a natureza.

Então porque escutava o mar, as gaivotas, ovento, as folhas das palmeiras e as vozes dos seus amigos a brincar, ouviu também o primeiro sino ... e outro ... e mais outro, até que todos os sinos do templo afundado tocaram, para sua alegria.

Anos depois, já um homem, ele voltou á aldeia e á praia da sua infância. Não pretendia resgatar nenhum tesouro do fundo do mar, talvez aquilo tudo fosse fruto da sua imaginação, e nunca tivesse escutado os sinos submersos numa tarde perdida da sua infância. Mesmo assim resolveu passear um pouco, para ouvir o barulho do vento, o canto das gaivotas...

Qual não foi sua surpresa ao ver sentada na areia, a mulher que lhe falara da ilha com o seu templo.
"O que faz aqui?" - Perguntou.
"Esperava-te" - Respondeu ela.
Ele reparou que embora já se tivessem passado muitos anos a mulher conservava a mesma aparência, o mesmo véu.
Ela estendeu um caderno azul, com folhas em branco.

"Escreve: Um guerreiro da luz presta atenção aos olhos de uma criança. Porque elas sabem ver o mundo sem amargura. Quando ela deseja saber se a pessoa que está a seu lado é digna de confiança, procura ver como uma criança olha."

"O que é um guerreiro da luz?"

"Tu sabes", respondeu ela sorrindo, "É aquele que é capaz de entender o milagre da vida, lutar até ao final por alguém que acredita e então escutar os sinos que o mar faz tocar no seu leito".

Ele nunca se julgou um guerreiro da luz. A mulher pareceu adivinhar o seu pensamento: "Todos são capazes disso. E ninguém se julga guerreiro da luz, embora todos o sejam".
Ele olhou as páginas do caderno. A mulher sorriu de novo: "Escreve sobre o guerreiro".

...

Já era de noite quando ela acabou de falar. Ficaram a olhar a lua que nascia.

"Muitas coisas que me disse contradizem-se", disse ele.

Ela levantou-se: "Adeus", disse. "Tu sabias que os sinos no fundo do mar não eram uma lenda, mas só foste capaz de os ouvir quando percebeste que o vento, as gaivotas, o barulho das folhas de palmeiras, tudo aquilo fazia parte do badalar dos sinos. Da mesma maneira que o guerreiro da luz sabe que tudo á sua volta - as vitórias, derrotas, entusiasmo e desânimo - faz parte do bom combate. E saberá usar a estratégia certa, no momento que precisar. Um guerreiro não procura ser coerente, ele aprendeu a viver com as suas contradições".

"Quem é a Senhora?", perguntou.

Mas a mulher já se afastara, caminhado sob as ondas, em direcção á lua que nascia.

Paulo Coelho

terça-feira, 18 de agosto de 2009

AS TERÇAS COM MORRIE


Sou uma devoradora de livros, adoro ler. Imaginem onde trabalho? Pois é, numa livraria! Tenho o prazer de fazer o que gosto, onde gosto com pessoas que gosto. Pena que a crise esteja em todo o lado.

Enfim, até á umas semanas estive a ler o livro "Terças com Morrie de Mitch Albom", são relatos reais de entrevistas de um rapaz com o seu antigo professor de Sociologia. Após vários anos depois da formatura de Mitch, Morrie foi diagnosticado com E.L.A. (esclerose lateral amiotrófica), doença degenerativa sem cura.
Mitch e Morrie encontravam-se todas as terças-feiras para debater vários assuntos da vida na visão de um homem que se via morrer lentamente.


"Aceita o que és capaz de fazer e o que não és capaz de fazer; Aceita o passado como passado, sem o negares ou rejeitares; Aprende a perdoar a ti próprio e aos outros; Não assumas que é demasiado tarde para te envolveres."


"Se te prendes nas emoções, se não te permitires vive-las completamente, nunca podes desapegar-te, estás muito ocupado em ter medo. Tens medo da dor, tens medo do desgosto. Tens medo da vulnerabilidade que o amor implica. Mas atirando-te a estas emoções, permitindo-te a mergulhar nelas, completamente, até ao pescoço, estás a vive-las completa e totalmente. Sabes o que é a dor, o amor, o desgosto e só depois de as vivenciar poderás seguir em frente."


"Quando dou o meu tempo, quando faço alguém sorrir quando antes se sentia triste, fico tão saudável como alguma vez me senti. Faz o género de coisas que vêm do coração. Quando o fizeres não te vais sentir insatisfeito, não terás inveja, pelo contrário, ficarás extasiado com o que retorna a ti."


"Uma pequena onda, a balançar pelo oceano fora, divertindo-se á grande. Goza o vento e o ar fresco até que repara nas outras ondas á sua frente, a despenhar-se nas rochas.

-Meu Deus isto é terrivel! - diz - Olha o que me vai acontecer!


Chega outra onda e ao vê-la triste pergunta:

- Porque estás triste?


A primeira onda responde :

-Oh, não compreendes! Vamos todas despenhar-nos! Todas nós, ondas, vamos transformar-mos em nada! Não é terrível?

A segunda onda diz:

- Não, quem não compreende és tu. Tu não és uma onda, tu és parte do oceano."