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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

 


Há uma caixa de cobranças

Lamentos, que tudo mudou

Remexendo nas lembranças

Tentando perceber o que se passou.


Fácil ver com os teus olhos

Do que realmente sentes falta

Destruíste os meus sonhos

E não sei se haverá volta.


Então cobras o que está perdido

Mas ignoras o porquê

Recusas ver o que está partido

Pior cego não é o que não vê.


E agora? Como vai ser?

Será que tem salvação?

Amar-te-ei até morrer

Mas somente o amor, não é solução.


Bela

sábado, 16 de janeiro de 2021

 


No silêncio ensurdecedor

Ouço gritos de desespero

Corações despedaçados, em dor

Feridas em sangue no tempo

Causadas por quem sentíamos amor.


Memórias desiludidas

Doem ao ser recordadas

Por muitas vidas vividas

Continuam em nós, coladas.


Lições do passado

Que nos moldam a cada passo

Na alma fica gravado

No tempo, no céu, no espaço...


Tão difícil crescer

Num mundo de críticos

Quase impossível amadurecer

Debaixo do olhar de cínicos.


Quero muito me reerguer

Tal qual a fénix nas chamas

Cada vez melhor quero ser

Imbatível, serena, sem chagas.


Bela


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Espelhos

 


Numa casa de espelhos
Habitada por reflexos
Numa briga sem consensos
Adornada por complexos

Uma casa bem vistosa
Invejada, desejada
Fonte de água venenosa
Mortal para quem dá entrada

Uma casa de aparências
Ilusão de um lar
Liderada por exigências
Impossíveis de alcançar

Bela

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014



Chega!
Rendo-me ... entrego-me,
Que mais posso eu fazer?

Estou cansada!
Farta ... derrotada!
Quantos mais anos terei de sofrer?

Serei responsável?
Culpada?
Por esse caminho que insistes em percorrer?

Já não posso fazer nada
Sinto-me cair ... desamparada
Sabendo que não consigo te socorrer.

Sempre foste adorada,
Mimada ... amada.
E ódio, é tudo o que me consegues devolver.

Meu coração está em chagas
A arrogância é a tua estrada
Insistes na escolha errada.

Nem o que tens consegues agradecer,
E com o tempo tudo vai apodrecer
Só sentirás falta, quando tudo desaparecer.

E depois ... como irás sobreviver?

Sempre tua Bela


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

DESCULPA MEU FILHO!





Desculpa meu filho,
Por não ser melhor mãe,
Podes crer no que te digo,
Acredita ... sei bem que falhei.

Em busca da felicidade,
A um grande amor me entreguei,
Expus a minha alma, com base na verdade,
E mesmo assim ... eu me espalhei!

Não há mais dor, do que a certeza,
Que não vos consigo fazer feliz,
Nos olhos de um, só vejo tristeza
No outro, raiva em tudo o que diz.

Por isso, eu peço-te desculpa
No que estou prestes a fazer
E por saber, que não tens culpa
Dou-te o direito de nascer.

Eu não vejo outra saída
Penso em simplesmente morrer
Resta-me só um conforto na vida
Que não sentirás falta, do que nunca chegas-te a ter.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A MENINA DO LAÇO VERMELHO


Entrou amparada pelo pai e pela avó. O laço vermelho a prender-lhe os longos cabelos louros, os olhos azuis a cintilar, as pernas a oscilar no vestido florido. Era ali o casting?, quisera saber... Sim, era ali. Mais exactamente num dos cantos da sala, num cenário devidamente engalanado para a pose dos pequenos "modelos". 
O pai pega na menina ao colo e, sorriso rasgado e voz serena murmura: "Ela não se consegue manter de pé...". Eu, que já entretanto percebera que algo de "estranho" se passava com a menina, respondi de imediato: "Não faz mal! Arranja-se uma cadeira!". Não satisfeito o pai fez questão de prolongar a explicação: "Ela tem uma doença rara ... não consegue andar sozinha ... mas, mesmo assim, não quisemos privar desta experiência". Não me lembro muito bem do que respondi, mas algo entre o "fez muito bem" ou "pois claro" deve ter saído.
E a menina lá foi, encantada, apoiada pelos braços da avó, para a breve sessão de fotografias. Que, diga-se, não podia ter corrido melhor. Porque a B. fez questão de olhar para a máquina, de colocar nas poses, de brincar com os balões e, sobretudo de sorrir ... Sempre.
Não sei se percebeu exactamente o que se estava a passar, e o mais certo é ter estranhado a presença de tanta luz e gente desconhecida, mas uma coisa é certa: estava feliz. Como o estavam também o pai e a avó, orgulhosos com a "prestação" da sua menina. 
Pelo meio a avó ainda contou que "foi uma bebé normal até ter uma ano", que só descobriram a doença porque ela não conseguia andar, que faz fisioterapia e está muito melhor, que acabara de ter uma irmã que estava em casa com a mãe... Enquanto isso o pai, radiante, não se cansava de mimar e incentivar a colaboração da menina naquele momento tão "especial". Quem sabe porque a "experiência", como ele lhe chamou, confirmou que a filha, apesar de "diferente". também era capaz de "brilhar". E que não é uma doença rara que consegue ofuscar o sorriso de uma menina... (...)

Helena Gatinho in revista Pais&Filhos de Nov. 2013

Li esta revista com a mão na barriga a sentir os movimentos do Santiago. Confesso que além da ternura também me assaltou um certo medo dos desafios que muitos pais enfrentam.
Grávida de 22 semanas sei que está tudo a correr muito bem e com saúde, mas se algo parecido me acontecer, só espero ter a serenidade necessária para ser a melhor mãe que possa vir a ser.
Aos seguidores que apesar da minha ausência não se esquecem de mim, deixem-me vos dizer que tive um dia de casamento maravilhoso, e esperamos, juntos em familia, com ansiedade a chegada do Santiago.



sábado, 31 de agosto de 2013

A 1 SEMANA DO GRANDE DIA :)



É espantoso o quanto a idade e maturidade consegue mudar certas perspectivas.  Pois é! Estou a 1 semana do grande dia ... o dia do meu casamento!

Tenho a imensa sorte de casar com alguém por quem me apaixonei em adolescente, e o destino fez a travessura de reunir anos mais tarde.

Mais velhos ... mais maturos ... os sonhos são mais alcançáveis, a expectativas são mais realistas ... mas a felicidade essa é interminável.

Nem tudo é fácil, nem tudo é simples, mas estamos a lutar juntos. Deus brindou-nos com uma gravidez, o que torna tudo ainda mais maravilhoso.

Sei que ficarei nervosa no dia por inúmeras razões, mas confesso que hoje ainda não sinto o tal nervosismo. Será um dia muito pouco tradicional, mas sei que será um dos melhores dias das nossas vidas.

Tudo o que peço é que este amor nunca diminua, que a amizade continue a crescer, e que a familia maravilhosa a que estou prestes a me unir, nunca deixe de ser como são.

Sempre tua Bela